Na tarde que chega , o tempo pergunta-se se haverá
um tempo futuro
apreensivo sua visão escurece e lampejos de uma dor existencial
da forma às estrelas.
Quando os primeiros sinais que a luz se faz no firmamento o tempo
torna-se um sujeito menos tenso.
Agora, a procura em seu caderno as promessas feitas no passado rabiscado
na lembrança de enxaqueca.
Somos o tempo , sempre apavorados se haverá um futuro tempo
mais ainda, somos solicitados a exigir que seja um tempo de bonança ,
como se isso fosse esperança.
Oh! Tempo , meu , teu , de todos os tempos
o tempo se confunde com a eterna presença da esperança
em aprendermos a mar mesmo por pouco tempo.
(J. Fernando)

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